terça-feira, 26 de julho de 2011

liberdade

Tá tão difícil escrever que eu nem sei como começar. Difícil mesmo não é escrever e sim sair da minha bolha interna para passar no papel tudo que acontece dentro dela, dentro de mim. Como se a terapia bastasse para vomitar todos meus conflitos e nunca acabar com a angústia. As lágrimas é o que há de mais sincero transbordando em mim.

Vivo no pensamento o que jamais viverei na vida real. Talvez seja isso o motivo do meu vício pela internet. A possibilidade de um universo paralelo em que eu possa realmente ser o que sou e não o que os outros esperam que eu seja ou o que preciso ser para sobreviver nessa selva que a gente chama de vida.

Faço listas com a doce ilusão de que um dia cumprirei todos os itens, mesmo sabendo que eu não sigo regras, nem horários, muito menos compromissos. Sempre me atraso, nunca faço o que os outros esperam, sempre deixo para depois o que eu poderia fazer já e não mantenho laços concretos porque não gosto de me explicar.

Vivo na bagunça porque é lá que eu me acho. O que não é certo, o que não condiz, o que não faz bem, é tudo uma maneira de me sentir viva. Prometo o que não posso cumprir, digo o que não acredito e apoio o que dizem ser errado. E assim vou vivendo, na utopia de ser o que eu sou.

sábado, 19 de março de 2011

mi amigo

eu nunca vou conseguir ser sincera com ele como eu sou com você. se ele não consegue viver com isso, ele não consegue viver comigo.

domingo, 28 de novembro de 2010

no love, no glory

Cansei de tudo isso. Da minha rotina louca, parada e pouca; dos meus sentimentos sem explicações; do aperto no peito no fim da noite e a angústia que atormenta todo o meu dia; do vazio tentando se preencher cada dia mais das pessoas, de mim, do mundo, de alguma coisa que nem ele sabe ao certo o quê.
Eu quero adrenalina, endorfina, alguma coisa que me faça sentir viva. Eu quero algo novo. Quero sentir náuseas, que minhas pernas tremam, que as borboletas voem e meu coração acelere. Eu quero sofrer por algum motivo que tenha nome, número e endereço. Quero chorar, me decepcionar, gritar, xingar, amar. Quero qualquer coisa que me tire dessas quatro paredes e me faça enfrentar o mundo. Quero me sentir idiota, me fazer de tonta e falar coisas babacas. Quero que, depois de todos esses loucos sentimentos, eu me olhe no espelho, com o rosto inchado, com as lágrimas já secas e diga 'como é bom estar de volta'.